Apenas sorria!

 Smile  (Charles Chaplin)

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it’s breaking
When there are clouds in the sky
You’ll get by…

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile if you’ll just…
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just…

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just Smile…

That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just Smile.

APENAS SORRIA! 

Impossível não sorrir assistindo as cenas do gênio Chaplin em filmes inesquecíveis – Tempos Modernos, Luzes da Cidade, O Grande Ditador, Em Busca do Ouro, e o meu preferido: O Garoto (é claro!).  Ele consegue nos arrancar um tipo de sorriso muito raro hoje em dia: o sorriso de ternura.  Aquele sorriso que fica estampado no nosso rosto diante de uma cena que consegue extrair graça da inocência.  É o mesmo sorriso que me assalta quando olho para os meus filhos ou para qualquer outra criança, um sorriso desproposital, não intencionado, mas impossível de evitar.

Cada uma que inventam…

Invenções ridículas, bizarras ou até mesmo úteis…não dá para acreditar que algumas delas são comercializadas.  Mas também não dá para negar que são muito criativas.  O céu é o limite para a maluquice destes inventores. 

Não, não foi um chiclete que grudou na sola. O sapato é assim mesmo.

Dosadores de catchup, leite e pasta de dente muito divertidos:

 Guarda-lugar: uma forma não muito honesta de se reservar uma cadeira…mockups de alimentos derramados para que ninguém queira sentar no seu lugar.

Estes eu queria!  Como não pensaram nisso antes?

Almofadas para esquentar os pés
Fone de ouvido confortável para ouvir música antes de dormir

Touca para crianças que não gostam de lavar o cabelo

A mais bizarra de todas…

Tapa cofrinho (!!!)

 Que tipo de mãe compra isso para o filho?  Este é o body “Bebê Wilson”!

Estas são legais para a criançada!

Band-aid HQ

Colheres divertidas de dedo

Casinha de passarinho...coitado!

Tatuagem de mão

 E para os adultos que ainda não cresceram…

Cílios para faróis de carro

Carteira Lego

Adivinha o que eu queria ser?

Pelo nome do meu blog e pela história que contei para explicar a escolha de “A lousa do quintal da minha vó”,  já dá para imaginar o que eu queria ser quando crescesse, né?  Sim, professora.  Hoje era para ser o meu dia.  Mas não é. 

A minha lousa, além de ser testemunha e cúmplice das coisas que eu escrevia, servia também para eu dar aulas para as minhas bonecas.  Colocava todas elas enfileiradas na minha frente prestando atenção no que eu estava ensinando. Qualquer um que passasse por ali naquela hora – no quintal da minha avó – também tinha que sentar na minha sala de aula e aprender alguma coisa.

Eu adorava ensinar regras complicadas de gramática, técnicas para desenhar personagens de HQ e problemas de matemática, mas a minha especialidade mesmo era alfabetizar.  Todas as empregadas que iam trabalhar na minha casa – na época que eu era criança, elas costumavam dormir lá – tinham que aprender a ler e escrever comigo.  Eu não sossegava enquanto não via que elas tinham aprendido a pelo menos escrever o nome e a ler alguma coisa.  Adorava a sensação de ter feito alguma diferença na vida de uma pessoa.  Me sentia importante, como todos os professores deveriam se sentir no dia de hoje e sempre.

Não sei onde esta minha vontade se perdeu.  Ou não se perdeu, apenas foi deixada de lado para que eu pudesse me dedicar a outros interesses que me pareciam mais prósperos.  Acho que me deixei desanimar pelas dificuldades que a profissão de professor apresentava – neste país em que são tão desvalorizados – e fui trilhar outro caminho.  Nunca vou saber se fiz a coisa certa.  Tento sempre achar similaridades entre o ofício do professor e do publicitário e acredito que existem alguns pontos em comum.  As duas profissões lidam com pessoas, sentimentos, conhecimento, repertórios de palavras e com a arte de se expressar através delas.  É a comunicação para ensinar e a comunicação para vender – no bom sentido da palavra: vender ideias, conceitos, significados, valores e também produtos, é claro!

Mas hoje, depois da escolha feita, continuo admirando (e muitas vezes invejando) os professores.  Nas reuniões de pais na escola dos meus filhos, adoro ouvir as professoras explicarem os projetos que estão sendo propostos, os métodos de ensino que estão sendo aplicados e o desenvolvimento que as crianças estão tendo.  Sempre choro.  Já até me acostumei com os olhares dos outros pais e nem sinto mais vergonha.  Eles não sabem que um dia, o meu sonho foi estar bem ali, ensinando os seus filhos…

O mundo dos fru-frus não me pertence!

Quem me conhece sabe que sou uma mãe de menino convicta, apaixonada pelo universo infantil masculino e que ainda tenho vontade de ter mais um filho – homem.  Não tenho aquele sonho – que todos acham que eu deveria ter – de ser mãe de uma menina.  É claro que se tivesse uma filha iria adorar, mas definitivamente não serei frustrada se não tiver.

Estou muito bem resolvida e feliz com meus dois pimpolhos, mas confesso que quando me deparo com fru-frus, tu-tus, lacinhos, florzinhas, babadinhos e afins, fico morrendo de vontade de mergulhar no mundo encantado das meninas.  É tudo muito lindo e fofo!  Fico torcendo para alguma menina nascer ou fazer aniversário para poder matar a minha vontade de comprar coisas cor-de-rosa. 🙂

É uma injustiça a proporção de ofertas de roupas e acessórios femininos e masculinos para crianças.  Geralmente, as lojas dedicam um espaço enorme para expor as coisas de meninas e os meninos ficam com uma ou duas araras num cantinho mais escondido.  Fora o meu exagero, é fato que as lojas infantis acabam expondo com muito mais destaque as roupas para as meninas do que o enxoval masculino – onde reinam os moletons, jeans, camisetas e bermudas (e às vezes ainda com temas e estampas horrorosas de Hot Wheels, Max Steel, Batman, Ben 10, etc… que os meninos adoram!). 

É verdade que hoje as mães de meninos já têm muito mais opções bacanas para vestir seus filhos do que há alguns anos atrás.  Já existem lojas com coleções muito legais para meninos, mas ainda são poucas.  Muito poucas (meu salário e marido agradecem!).

Enfim, mas hoje estou com a alma lilás, cheia de laços e fitas, e quero mostrar algumas coisas de menina simplesmente irresistíveis.

Alguns sites muito legais de roupinhas e outras coisinhas fofas de criança – meninas e meninos!

http://www.blablakids.com/

http://www.teacollection.com/

http://www.bibaloo.com/index.php

http://www.craftsburykids.com/

http://www.littlechillies.com.au/index.html

http://www.bonpoint-boutique.com/en/

http://www.littlepebblesdesigns.com.au/

http://www.peanutandpip.com/

http://www.billylids.com.au/

http://www.oliveandmoss.com/

http://www.periwinklebloom.bigcartel.com/

http://www.toffeemoon.co.uk/

Sobre Nietzsche e Drummond

Tenho que confessar que adoro ler citações, máximas e frases famosas de autores e escritores que admiro.  Sempre fico impressionada com a capacidade que alguns deles tem de falar tanta coisa em tão poucas palavras.  São palavras certas encaixadas perfeitamente, que formam uma frase genial capaz de resumir uma ideia ou pensamento que normalmente precisaria de um livro inteiro para ser explicado.

Estava lendo a VEJA há uns meses atrás, e me deparei com uma matéria que falava sobre AFORISMO.  Apesar de ter sido uma aluna dedicada e apaixonada por português e literatura, definitivamente não me lembrava desta palavra e muito menos do seu significado.  Para minha surpresa, esta incrível arte de expressar um monte de coisas em poucas palavras tem um nome: Aforismo.  Adorei aprender esta palavra.  Antes dela, eu apenas gostava de citações inteligentes, agora posso dizer que sou uma admiradora de aforismos. Me sinto muito intelectual! 😉

O filósofo alemão Friedrich von Schlegel, definiu o aforismo como “a maior quantidade de pensamento no menor espaço”.  Mark Twain chegou a algo parecido: “Um mínimo de som para um máximo de sentido”.  Na verdade, eles escreveram aforismos para definir o aforismo, certo?

A matéria da Veja classifica o aforismo como “pensamentos colecionáveis” ou “filosofia de bolso”, mas nem por isso menos profundo que textos extensos e complexos.  Também relaciona 5 características de um bom aforismo: deve ser breve, definitivo, pessoal, filosófico, e ter uma surpresa conceitual (uma inversão de sentidos para deixar a frase mais incisiva).  Aforismos tem conotação filosófica.  Devem ser evidentes e conclusivos por si mesmos.  E o mais importante: devem ser sentidos muito mais que entendidos.

Um pouquinho de história: a tradição do aforismo é antiga.  Hipócrates foi o primeiro escritor de aforismos, já por volta de 400 a.C.  O procedimento aforístico também marcou a obra de Heráclito, a especulação moral de Sêneca, a observação histórica de Plutarco, as cartas de Marco Aurélio, a ética de Confúcio e as sentenças de Salomão.  Mais tarde, o aforismo foi adotado por La Rochefoucauld, Oscar Wilde, Nietzsche, Schopenhauer, Karl Kraus, Bernard Shaw, entre outros.

Alguns dos meus autores favoritos no mundo do aforismo:

“Não há fatos, só interpretações.” (F. Nietzsche)

“A mulher aprende a odiar na medida em que desaprende a enfeitiçar”. (F. Nietzsche)

“A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens.” (George Bernard Shaw)

“Experiência é o nome que nós damos aos nossos próprios erros.” (Oscar Wilde)

“Viver é a coisa mais rara do mundo.  A maioria das pessoas apenas existe.” (Oscar Wilde)

“As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções.” (Oscar Wilde)

“O egoísmo não consiste em vivermos conforme os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da forma que nós gostaríamos.  O altruísmo consiste em deixarmos todo o mundo viver do jeito que bem quiser.” (Oscar Wilde)

“Governar um reino grande é como cozinhar um peixe: quanto menos mexer, melhor.” (Lao Tsé)

“Quem conhece os homens é inteligente, quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os homens tem força, quem vence a si mesmo é poderoso’.” (Lao Tsé)

“O inferno são os outros” (Jean- Paul Sartre)

“A vida me deu tudo que pedi, mas se o que eu pedi foi muito pouco, aí é problema meu.” (Jean-Paul Sartre)

“O amor nasce de quase nada e morre de quase tudo.” (Júlio Dantas)

“Filosofia é a lucidez do intelectual chegando à loucura.” (Fernando Pessoa)

“É bom ler e é ótimo ter lido”  (Carlos Drummond de Andrade)

“O sonho é o pensamento em férias” (Carlos Drummond de Andrade)

“A tradição é cultuada pelos que não sabem renová-la.” (Carlos Drummond de Andrade)

“A vida é breve, a velhice é longa.”  (Carlos Drummond de Andrade)

Friedrich Nietzsche

Carlos Drummond de Andrade

Os publicitários também amam

Sei que somos chamados de mercenários, vendedores, egocentristas e manipuladores, mas tenho que mostrar aqui o lado sensível e genial dos publicitários.  Não dá para negar que alguns criativos acertam em cheio em algumas campanhas publicitárias que nos fazem rir, chorar (ah, você nunca chorou vendo um anúncio na TV?) e nos apaixonar por marcas, produtos e empresas.

Para mim, esta campanha da Disney, premiada em Cannes em 2001, é a melhor de todas.  É claro que a marca Disney já  tem seu próprio encanto e contribui muito para o sucesso de qualquer campanha, mas temos que admitir que o conceito criativo – Magic Happens – e a execução dos filmes são de uma sensibilidade sem igual.  O resultado foi uma campanha que até hoje é lembrada no meio como uma das mais emocionantes de todos os tempos.  Confira.

O dia mais feliz da minha vida

Pedro, meu filho de 7 anos, vive me dizendo: “Mamãe, hoje é o dia mais feliz da minha vida!”, sem imaginar por quantas coisas importantes ele ainda vai passar durante a sua vida que está apenas começando.  Mas é lindo ver que para uma criança, qualquer coisa diferente que acontece faz do seu dia “o dia mais feliz da sua vida”.

Lembro de algumas vezes que o Pedro me disse esta frase com o sorriso mais lindo do mundo no rosto:

  • quando tirei um dia de folga do trabalho no meio da semana para ficar com ele – fomos ao cinema, brincamos no Hot Zone, comemos no McDonald´s, tomamos sorvete e passamos horas em lojas de brinquedo olhando bakugans, gormitis e aliens do Ben 10;
  • quando estávamos viajando de navio e paramos em Paraty, onde alugamos um barquinho de pescador só para a gente e fizemos um passeio lindo.  Na volta, o marinheiro, dono da embarcação, lhe deu de presente uma réplica de madeira do barco e ele achou o máximo;
  • quando estávamos na praia e passamos o dia inteirinho no mar e na piscina – achamos que nossos dedos não iriam “desenrugar” nunca mais!
  • quando comemoramos seu aniversário de 7 anos com seus melhores amigos no prédio da minha mãe e eles jogaram futebol na quadra durante 5 horas seguidas!

A sensação de ouvir esta frase da boca de um filho é indescritível para uma mãe, pois com a idade que o Pedro tem, tudo o que ele vive é proporcionado por nós, seus pais.  E saber que conseguimos deixá-lo tão feliz tantas vezes é simplesmente a melhor coisa do mundo!

Mas às vezes fico pensando: será que quando ele for para a Disney ou ganhar uma medalha na escola ou um campeonato de futebol importante, ele vai mudar o seu conceito de “melhor dia da sua vida” e esquecer os outros melhores dias vividos pelas pequenas alegrias do dia a dia?  Queria muito que quando ele experimentasse grandes emoções e eventos de proporções maiores, continuasse a dar valor e importância aos pequenos momentos da mesma forma.

“O dia mais feliz da vida” pode ser um dia qualquer ou um dia grandioso e memorável, aliás, podem ser vários dias, por que não?  Vamos ignorar que a frase é superlativa e restringe a felicidade à apenas um dia da vida.  A vida é muito longa e maravilhosa para termos que eleger apenas um dia como o melhor de todos!

Por isso, sou a favor das crianças: podemos ter o dia mais feliz da vida, todos os dias.

Ah, e o Pedro tem toda razão: em todos aqueles dias que ele me disse esta frase, era exatamente assim que eu também me sentia. Vivendo o dia mais feliz da minha vida.

Pedro e seu barco em Paraty

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