Comer Rezar Amar

Fui assistir ao filme Comer Rezar Amar, apesar de ter resistido à leitura do livro, que pré-julguei como mais um de auto-ajuda feminina na linha de “Homem Cobra, Mulher Polvo” ou “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”.  Parece que eu estava errada.  Apesar da história ser meio água com açúcar, ela não tem a pretensão de dar lições de moral ou apontar diferenças comportamentais entre os sexos.  É apenas o relato de uma mulher, cheia de dúvidas, questionamentos e frustrações, que toma a decisão de mudar radicalmente de vida.

Comecei a me interessar pelo filme quando percebi o alvoroço que a previsão da estréia causou na mulherada.  Muitas amigas se mobilizaram para organizar um dia de cinema “só para meninas” e ainda encontros posteriores só para discutir o assunto.  Embarquei na animação e confesso que me rendi de vez quando vi que o filme tinha como protagonistas a Julia Roberts e o Javier Bardem. 😉

Liz Gilbert é uma mulher de trinta e tantos anos que vive uma crise no seu casamento e decide largar tudo para fazer uma viagem sabática de um ano pela Itália, India e Indonésia.  O filme não mostra nenhum problema real pelo qual ela esteja passando para tomar tal decisão.  Ela tem um casamento estável e morno (qual a novidade?), mas com um homem que a ama muito, uma casa linda e confortável, um trabalho como escritora, amigos, família…enfim, nenhum problema que justificasse uma pessoa querer “sair de fininho pela porta dos fundos e só parar de correr quando chegasse à Groenlândia” – como ela diz no filme.  Mas ok, todo mundo tem direito a ter crises existenciais e questionar a sua felicidade.  Mas ela se afundou tanto no seu vazio interior e infelicidade, que tomou a decisão radical de sumir do mapa e tentar achar seu equilíbrio seguindo um roteiro já determinado: Itália para resgatar pequenos prazeres como Comer, India e Indonésia para Rezar e buscar seu autoconhecimento.  O Amar veio de carona no último destino, pois até então ela não sabia que iria se deparar com um brasileiro sedutor (Javier Bardem) em Bali, por quem se apaixonaria. 

Assim, o tripé Comer Rezar Amar se completa na viagem de 1 ano, tempo suficiente para ela engordar uns quilinhos, fazer muitos amigos, conhecer lugares fantásticos, culturas diferentes e encontrar o grande amor da sua vida.

O filme tem uma fotografia linda,  trilha sonora com músicas brasileiras e umas tiradas engraçadas, como quando Felipe (Javier Bardem), chama Liz (Julia Roberts) de “falsa magra”, uma expressão bem brasileira, falada em português com sotaque de sei-lá-o-que pelo ator.  Me marcaram também algumas frases bacanas, como uma dita por uma amiga de Liz no começo do filme: “Ter filho é como fazer uma tatuagem bem no meio do rosto. É uma decisão definitiva, não dá para voltar atrás.”

Enfim, é um filme que vale a pena assistir, principalmente pela mulherada que às vezes tem aquela vontade de jogar tudo para o alto e embarcar em uma aventura pelo mundo, só para pensar na vida, passear, se divertir, dançar, beber, comer, rezar e amar.

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