Voltei!

Desde que mudei o layout do blog, não escrevi mais nenhum texto aqui.  Mas meu lado racional não me deixa acreditar que o visual novo tenha tido alguma influência na minha inspiração para escrever.  É muito mais provável que os milhares de eventos, confraternizações, festas e almoços de final de ano tenham suprido a minha necessidade de falar, resultando na falta de assunto (e de tempo) para o blog.  Com um agravante: esta é a época em que estão concentradas quase todas as comemorações do meu ano: além do Natal e Ano Novo, o meu aniversário.  Tudo junto ao mesmo tempo.

Simplesmente adoro o clima especial de fim de ano.  Fico com vontade de encontrar pessoas queridas, conversar, abraçar, comer, beber, festejar.  Para mim, o mês de dezembro é feito para isso.  Um dos presidentes da agência em que trabalho nos mandou um e-mail pós-festas com um texto que traduz bem o que estas comemorações representam para mim:

“Ressacas à parte, algo continua dentro de nós.  Não os resíduos da mesa farta, dos exageros etílico-gastronômicos, mas a dose extra de palavras doces e abraços calorosos muito comuns nessa época do ano.  É com essas manifestações de carinho, ditas ao pé do ouvido ou escritas em cartões e redes sociais, que ganhamos forças para o Ano Novo.  Quem planejou as festas de fim de ano fez um trabalho perfeito: colocou só uma semana entre o Natal e a virada do ano.  Primeiro uma dose de espiritualidade e fraternidade, depois retomar a estrada.  Primeiro comemorar um nascimento importante, depois exercitar a valorização da vida.”

Gostei disso.  Imagine se não tivéssemos estas duas datas comemorativas: o Natal e o Ano Novo.  Quando desejaríamos tantas coisas boas em um mesmo dia para as pessoas que amamos?  Quando iríamos ficar mais sensíveis e generosos, dispostos a fazer o bem a quem precisa?  Quando sentiríamos necessidade de reunir toda a família para esperar um velhinho barbudo trazer um saco de presentes?  Quando comeríamos peru, pernil e rabanada? 😉  E sem o início de um novo ano, como poderíamos estabelecer um momento em que teríamos a oportunidade (mesmo que ilusória) de renovar e recomeçar?  Quando teríamos uma chance de zerar os ponteiros e melhorar o que não está bom?  Quando iríamos parar para fazer um balanço das nossas atitudes e tomar decisões de mudança?

Além do significado literal e religioso destas datas, estes 2 dias são marcos importantes na vida de todos nós.  Quer dizer, podem ser ou não.  Depende do que cada um se propõe a fazer com este momento.  Eu, por exemplo, não perco a oportunidade: faço análise de tudo o que aconteceu no ano,  falo que amo todo mundo que eu amo, choro por nada, dou risada por nada, faço promessas, ouço e canto músicas natalinas, dôo roupas e brinquedos, compro presente para todo mundo, como muito e sem culpa nenhuma, promovo encontros e brindes.  Sem medo de ser feliz, afinal, é só uma vez por ano!

Acho que depois de toda esta explicação, estou perdoada pelo abandono temporário do blog, né?

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1 Comentário (+add yours?)

  1. mari
    Jan 20, 2011 @ 09:21:01

    Também adoro o fim de ano. Mas, prefiro o começo. Na Educação, trocamos de turmas todo o ano e esperar novos alunos, carinhas novas é bom demais! Me sinto renovada com a energia boa que eles nos proporcionam e recarrego as energias para o recomeço……………..
    2011 me aguarde…….

    Beijos

    Mari

    Responder

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