Patchs, Crafts, Scraps…

Nestas minhas andanças pela internet, onde um site puxa outro e um blog recomenda outro, vou navegando horas a fio até não saber mais de onde parti.  Às vezes me perco no caminho, mas costumo adicionar em meus Favoritos tudo o que vou encontrando de legal.  Acabei guardando tantos endereços e links, que não dou conta de revisitá-los para conferir as novidades.  Resolvi então, gastar um tempinho para pelo menos agrupá-los por assunto e conseguir organizar tanta coisa bacana que merece ser revista e compartilhada.

Tenho um fraco por coisas fofas.  Patchworks, Crafts, Scraps, Handmade…um monte de termos em inglês para nomear o nosso velho e bom artesanato.  Papéis, tecidos, linhas, botões, tintas e cores são utilizados com muita criatividade e talento, resultando em peças e trabalhos incríveis. 

Aqui estão alguns sites e blogs lindos de coisas feitas a mão.  Vale a pena explorar e se encantar.

Panoletos

Scrap Memory

The Purl Bee

Boni Frati

Dear Lizzy

Inkjet Designs

Sil from Brazil

Pretty Little Things

Ellen Giggenbach

Paper Klip

Kalma & Violeta

My Poppet

Cocoon Couture

Lili Mosaico

Fresh Figs

Super Ziper

Casinha de Pano

Linda Solovic

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Mãe

Chegou o dia.  Hoje é o aniversário da minha mãe e como prometido, vou escrever sobre o meu amor por ela. (ops, passou da meia noite, o aniversário foi ontem, dia 20)

Ela é ciumenta.  Ariana brava.  Ficou magoada com a declaração de amor que fiz para o meu pai no dia do seu aniversário.  Como se não tivesse sobrado amor ou palavras para ela.  Mãe, o que não me faltam são palavras e muito menos amor, principalmente para você, a quem devo minha vida e tudo que sou hoje.  O que seria de mim sem você, mãe? 

Minhas lembranças mais doces da infância são dos seus carinhos e cuidados quando eu  ficava doente.  Lá vinha dona Maura colocar toalhinha molhada na minha testa para abaixar a febre, lencinho com álcool no pescoço para melhorar a dor de garganta, purê de batata e chá para o estômago, e um arsenal de remedinhos e pomadinhas para qualquer situação.  Até hoje, tem sempre uma receitinha ou solução imediata para melhorar qualquer sintoma, nem que seja apenas uma água com açúcar.  Na minha adolescência, sempre recebeu minhas amigas em casa com todo o carinho e com o seu famoso patê de atum 🙂  e ainda é muito querida por todas elas.

Ela se considera fraca, mas para mim, é uma guerreira.  Desde muito cedo, teve que enfrentar a vida sem mãe.  Como alguém consegue ser mãe sem ter tido uma mãe?  Minha mãe conseguiu.  E sinto muito orgulho disso.  Da sua capacidade de superar o insuperável e de aprender sozinha o ofício mais importante que existe. 

Sei que abriu mão de muita coisa para se dedicar ao casamento e às filhas.  Sei que sofreu com a falta de experiência e referência de uma familia estruturada para lhe dar apoio.  Sei que acha que errou com o seu excesso de preocupação e zelo.  Sei que algumas coisas não aconteceram como ela sonhava.  Sei que gostaria de ter vivido muitas coisas que não aconteceram.  Sei exatamente tudo o que ela sente.

Sei também que ela se faz de durona, mas se derrete diante de qualquer demonstração de carinho (principalmente dos netos).  É séria, mas chora de rir por qualquer besteira ou palhaçada.  É apaixonada por crianças e não consegue se conter diante de um bebê fofo (por quem será que eu puxei?).  Adora conversar, fofocar, tricotar e comentar todos os assuntos.  Sabe tudo de português e é cheia de palavras difíceis – vive dizendo que eu sou uma perdulária (e tem toda razão!).  Generosa, está sempre pronta a ajudar – e como me ajuda!!! – deixa de fazer qualquer coisa para me socorrer quando preciso.  Reclama que é obrigada a cozinhar todos os dias, mas adora fazer uma comidinha especial para nos agradar – amo especialmente o seu feijão, estrogonofe, quiabo, creme de milho, bolinho de arroz e a farofa com banana! 

Mãe, com você aprendi a gostar de ler e a ter sempre um livro na cabeceira da cama. 

Aprendi que  limites e regras também são demonstração de amor. 

Aprendi a diferença entre corujice e dedicação.  A não fechar os olhos para os defeitos, mas sim encará-los para tentar melhorar.

Aprendi a dizer não.  E a dizer sim nas horas certas.

Aprendi a confiar desconfiando.

Aprendi a gostar de música italiana 😉

Aprendi que pequenas gentilezas e delicadezas fazem toda a diferença.

Aprendi que a organização faz bem para a alma.

Aprendi a gostar de pessoas e de ouvir o que elas tem a dizer.

Aprendi o valor da família, da educação e do caráter.

Com você, aprendi a ser mãe. 

Te amo, mãe, você também é meu diamante rosa!

Benção de madrinha

Sábado passado foi o Batizado do meu sobrinho Henrique.  Eu fui a madrinha, e pela terceira vez na vida, tive a felicidade de assumir este compromisso com uma criança que eu amo tanto. 

Já batizei o Diego, o Ricardo e agora o Henrique.  Tenho plena consciência da responsabilidade de uma madrinha, que vai muito além de participar dos momentos importantes da vida do afilhado e dar presentes bacanas em datas especiais.  Há quem escolha os padrinhos pensando nas pessoas mais próximas e apropriadas para assumir a criação da criança na falta dos pais – neste caso, irmãos deveriam ter os mesmos padrinhos – e há quem use outros critérios, como amizade, admiração, gratidão e até, infelizmente, interesse.  Mas qualquer que seja a escolha, os padrinhos devem ter sempre em mente que, assim como tornar-se pais, batizar uma criança é uma atitude irreversível, um compromisso para toda a vida.

Quando me tornei madrinha do Diego, Ricardo e Henrique, assumi esta função com todas as responsabilidades que ela exige e toda a alegria que ela proporciona.  Enquanto eu estiver viva, eles poderão contar comigo para absolutamente tudo o que precisarem (também vale para meus outros sobrinhos que eu não batizei mas amo da mesma forma!).  Nesta última cerimônia de batismo, entretanto, descobri – ou relembrei, não sei – mais um poder que é concedido aos padrinhos e que eu nunca tinha praticado antes: o de abençoar seus afilhados.  Aquele costume antigo de pedir a benção aos pais e padrinhos e receber de volta o sinal da cruz na testa com um “Deus te abençõe”, não é só um ritual que demonstra respeito aos mais velhos.  É claro que tudo é uma questão de fé (o que não me falta), mas achei emocionante saber que os padrinhos podem dar uma benção através de palavras ou gestos com a mesma propriedade dos pais ou mesmo de um padre. 

Enfim, tudo para dizer que meus afilhados, além do meu amor incondicional, tem também a minha benção.

Não posso deixar de falar dos meus padrinhos, tia Leila e tio Nivaldo, que estiveram e estão do meu lado em todos os momentos da minha vida.  Muito mais do que isso, eles conseguem com o seu amor e dedicação, fazer com que eu me sinta uma verdadeira filha deles.  Sei o quanto eles torcem por mim, o quanto se orgulham de tudo o que eu faço (eles também tem uma forte propensão à corujice) e o quanto me amam incondicionalmente.  Como uma filha.  E eu os amo como pais.  Eles são minha inspiração para que, como madrinha, eu também possa ser um porto seguro e uma segunda mãe para os meus afilhados.  Quero que eles também experimentem o privilégio de poder contar com duas mães e dois pais.  Porque eu sempre tive esta felicidade e sei o quanto é maravilhoso poder dizer de boca cheia que tenho os melhores padrinhos do mundo! 

Ah, lembrei que todas as vezes que a tia Leila se despede de mim, seja pessoalmente ou por telefone, sua última frase é sempre a mesma: “Deus te abençõe, minha linda!”

Vintage ou Retrô?

Descobri hoje a diferença entre Vintage e Retrô.  Achei interessante e resolvi compartilhar. VINTAGE  significa literalmente – da tradução do termo em inglês – “safra de vinho” ou “ano de boa colheita da uva”.  Refere-se também ao vinho fino de uma só colheita, produzido em ano de reconhecida qualidade, com características  excepcionais. No entanto, a moda, decoração, música, artes plásticas e muitas outras áreas se apropriaram do termo vintage para nomear a tendência de recuperar o que aconteceu de mais marcante nas décadas passadas.  Peças que se tornaram referência de uma época, objetos que nossos avós tinham e que agora ganham valor pela sua antiguidade e exclusividade.  Tudo o que é realmente antigo, de época.RETRÔ  são coisas novas inspiradas no antigo.  É um retorno aos estilos e modelagens do passado, tudo o que tem influência vintage.

Resumindo, vintage são coisas velhas mesmo que voltaram à moda e retrô são coisas novas com cara de velho.  🙂

Vintage ou Retrô, este é um estilo que ganha cada vez mais adeptos e que consegue trazer um pouco de nostalgia para esse nosso dia a dia tão moderno e tecnológico.

Poster vintage

Casamento nos anos 20

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Divas vintage

Família vintage...foto mais que especial tirada nos anos 40: meus avós, meu pai e tia Leila

Pin up girl: moda retrô

Cozinha retrô

Rádios retrô

Coisinhas retrô

Haja Fluoxetina

Como é que uma mulher que tem filhos, mora em São Paulo e assiste ao Fantástico todos os domingos pode viver sem fluoxetina?  

Entendo que o Fantástico tem um papel jornalístico importante e que sua proposta é destrinchar ao máximo os assuntos que tiveram maior repercussão durante a semana.  Que suas matérias são profundas, investigativas e procuram trazer aos seus espectadores informações e imagens inéditas, além de diversos olhares e opiniões sobre um mesmo assunto.  Mas precisa nos dar toda semana a sensação de que o mundo vai acabar no dia seguinte?  Ainda mais que o dia seguinte é uma segunda-feira, que por si só já é capaz de deprimir qualquer ser humano!

Assunto é o que não falta ao Fantástico.  Se não aconteceu nenhum massacre, assassinato ou acidente terrível durante a semana, eles já lançam mão de matérias sobre consequências fatais do aquecimento global, vírus com potencial de acabar com a humanidade ou previsões de  fenômenos naturais de proporções trágicas.  Não temos como escapar. O mundo vai acabar logo logo.

Mas a culpa não é do Fantástico.  Não dá para achar que o mundo tem salvação diante da notícia de um desgraçado que entrou em uma escola e matou 12 crianças indefesas.  De um pai que jogou a filha pela janela.  De tsunamis que arrasam cidades inteiras.  De terremotos cada vez mais frequentes, fortes e destruidores.  De chuvas e enchentes que derrubam morros e levam casas e vidas.  De aviões que caem.  De bombas que explodem no meio de multidões.

Como não se afetar?  Como ter tranquilidade para criar os filhos e fazer planos para o futuro?  Para mim, temos duas opções: a alienação ou a fluoxetina.

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