Benção de madrinha

Sábado passado foi o Batizado do meu sobrinho Henrique.  Eu fui a madrinha, e pela terceira vez na vida, tive a felicidade de assumir este compromisso com uma criança que eu amo tanto. 

Já batizei o Diego, o Ricardo e agora o Henrique.  Tenho plena consciência da responsabilidade de uma madrinha, que vai muito além de participar dos momentos importantes da vida do afilhado e dar presentes bacanas em datas especiais.  Há quem escolha os padrinhos pensando nas pessoas mais próximas e apropriadas para assumir a criação da criança na falta dos pais – neste caso, irmãos deveriam ter os mesmos padrinhos – e há quem use outros critérios, como amizade, admiração, gratidão e até, infelizmente, interesse.  Mas qualquer que seja a escolha, os padrinhos devem ter sempre em mente que, assim como tornar-se pais, batizar uma criança é uma atitude irreversível, um compromisso para toda a vida.

Quando me tornei madrinha do Diego, Ricardo e Henrique, assumi esta função com todas as responsabilidades que ela exige e toda a alegria que ela proporciona.  Enquanto eu estiver viva, eles poderão contar comigo para absolutamente tudo o que precisarem (também vale para meus outros sobrinhos que eu não batizei mas amo da mesma forma!).  Nesta última cerimônia de batismo, entretanto, descobri – ou relembrei, não sei – mais um poder que é concedido aos padrinhos e que eu nunca tinha praticado antes: o de abençoar seus afilhados.  Aquele costume antigo de pedir a benção aos pais e padrinhos e receber de volta o sinal da cruz na testa com um “Deus te abençõe”, não é só um ritual que demonstra respeito aos mais velhos.  É claro que tudo é uma questão de fé (o que não me falta), mas achei emocionante saber que os padrinhos podem dar uma benção através de palavras ou gestos com a mesma propriedade dos pais ou mesmo de um padre. 

Enfim, tudo para dizer que meus afilhados, além do meu amor incondicional, tem também a minha benção.

Não posso deixar de falar dos meus padrinhos, tia Leila e tio Nivaldo, que estiveram e estão do meu lado em todos os momentos da minha vida.  Muito mais do que isso, eles conseguem com o seu amor e dedicação, fazer com que eu me sinta uma verdadeira filha deles.  Sei o quanto eles torcem por mim, o quanto se orgulham de tudo o que eu faço (eles também tem uma forte propensão à corujice) e o quanto me amam incondicionalmente.  Como uma filha.  E eu os amo como pais.  Eles são minha inspiração para que, como madrinha, eu também possa ser um porto seguro e uma segunda mãe para os meus afilhados.  Quero que eles também experimentem o privilégio de poder contar com duas mães e dois pais.  Porque eu sempre tive esta felicidade e sei o quanto é maravilhoso poder dizer de boca cheia que tenho os melhores padrinhos do mundo! 

Ah, lembrei que todas as vezes que a tia Leila se despede de mim, seja pessoalmente ou por telefone, sua última frase é sempre a mesma: “Deus te abençõe, minha linda!”

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1 Comentário (+add yours?)

  1. Flavia
    Abr 27, 2011 @ 23:54:10

    Mais uma vez, adorei o texto. Realmente uma grande honra ser escolhida como madrinha e poder abençoa-los. Felicidades ao Henrique! Bjão

    Responder

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