Um novo tempo

Tudo o que ele queria era ter mais tempo.   Já tinha conquistado status e poder.  Já tinha ganhado muito dinheiro e constituído uma família.  No auge dos seus trinta e tantos anos, só lhe faltava uma coisa: tempo.  Mas estava certo de que, como um executivo bem sucedido que sempre encontrou solução para tudo na vida, este problema não iria incomodá-lo por muito tempo.

Teve uma ideia.  Uma ideia genial.  Iria comprar o tempo de quem jogava tempo fora.  Na sua concepção mercantilista, a equação era muito simples: algumas pessoas precisam de dinheiro e têm tempo de sobra.  Ele tinha dinheiro de sobra e precisava de tempo.  Então ele compraria este tempo mal utilizado e poderia desfrutar de tudo o que as suas escassas 24 horas por dia não lhe permitiam.

Saiu pelas ruas e logo avistou um mendigo sentado debaixo de uma laje suja e úmida.  Chegou mais perto e foi logo dizendo sem rodeios:  – Com licença, o senhor estaria interessado em vender seu tempo livre?  Pago bem.

O mendigo olhou para o executivo e disse:  – Quanto tempo o senhor quer?

– Quero comprar umas 6 horas a mais por dia, o senhor pode me vender, já que tem tempo de sobra?

– Mas quem disse que eu tenho tempo de sobra?

– Ah, desculpe, senhor, não quero ofendê-lo, mas com certeza eu usarei bem melhor este tempo que o senhor gasta fazendo nada aqui nas ruas.

O mendigo abaixou a cabeça.  O executivo sentiu que aquele era um gesto de resignação.  Já estava tirando a carteira do bolso, quando o mendigo levantou a cabeça e o encarou com os olhos cheios d’água:  – O senhor tem muito dinheiro, né?

O executivo titubeou com receio de que aquele tempo ficasse mais caro que o previsto.  – Tenho o suficiente para uma vida confortável – mas tudo conquistado com muito trabalho, viu?  Tentou se justificar com medo de uma extorsão, mas também com pena daquele homem que não devia ter sequer uma moeda no bolso para comprar um pão.

– O senhor tem famíla, né?

– Sim, por isso mesmo é que preciso de mais tempo para poder ficar com ela…e ainda fazer coisas que gosto como viajar, ler um bom livro, jogar golf com os amigos…  Neste momento ele sentiu que estava falando demais.  Estava diante de uma pessoa que não conseguia preencher seu tempo nem com as necessidades básicas da vida.  Parou de falar por um instante.  Pensou que “passar o tempo” para aquele sujeito devia ser uma tortura e que a sua oferta poderia ser até considerada um ato de generosidade e nobreza.

Com convicção, quis resolver logo aquela negociação, afinal, ele não tinha tempo a perder: – Quanto o senhor quer pelo seu tempo?

O mendigo deu um sorriso e começou a falar calmamente, como quem tem todo o tempo do mundo: – Eu não tenho casa, trabalho e nem família.  Não tenho dinheiro para comprar roupas, remédios e nem comida.  Não tenho mais dignidade, fé, sonhos e muito menos esperança.  No entanto, o senhor tem tudo isso e muito mais, e está aqui na minha frente como um mendigo, me pedindo a única coisa que ainda me restou: o tempo.

O executivo ficou em silêncio.  Mas o mendigo continuou: – O tempo é tudo o que tenho.  Se estou aqui hoje, é porque não soube usar o meu tempo para as coisas que realmente importavam.  Gastei meu tempo com bobagens, com coisas que só me prejudicavam e faziam mal a minha familia.  Perdi tudo.  Mas o tempo continua aqui comigo.

Ele ainda não tinha terminado:  – Deus deu a cada um de nós tempo suficiente e infinitas possibilidades de usar nosso tempo.  Podemos escolher de que forma vamos gastá-lo.  O senhor não precisa de mais tempo.  Precisa apenas usá-lo com mais sabedoria.

Agora era o executivo que estava com lágrimas nos olhos.  Pensou nas milhares de horas que dedicou a coisas sem nenhuma importância na sua vida.  Pensou nos seus filhos, na sua mulher, nos seus pais, nos seus amigos.

Abriu a carteira e entregou ao mendigo todo o dinheiro que tinha dentro.  Agradeceu a Deus pelo tempo que gastou com aquele mendigo e por todo o tempo que ainda tinha pela frente.

Escrevendo este texto, lembrei de um poema famoso do Mario Quintana…

O Tempo

(Mario Quintana)

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Vintage ou Retrô?

Descobri hoje a diferença entre Vintage e Retrô.  Achei interessante e resolvi compartilhar. VINTAGE  significa literalmente – da tradução do termo em inglês – “safra de vinho” ou “ano de boa colheita da uva”.  Refere-se também ao vinho fino de uma só colheita, produzido em ano de reconhecida qualidade, com características  excepcionais. No entanto, a moda, decoração, música, artes plásticas e muitas outras áreas se apropriaram do termo vintage para nomear a tendência de recuperar o que aconteceu de mais marcante nas décadas passadas.  Peças que se tornaram referência de uma época, objetos que nossos avós tinham e que agora ganham valor pela sua antiguidade e exclusividade.  Tudo o que é realmente antigo, de época.RETRÔ  são coisas novas inspiradas no antigo.  É um retorno aos estilos e modelagens do passado, tudo o que tem influência vintage.

Resumindo, vintage são coisas velhas mesmo que voltaram à moda e retrô são coisas novas com cara de velho.  🙂

Vintage ou Retrô, este é um estilo que ganha cada vez mais adeptos e que consegue trazer um pouco de nostalgia para esse nosso dia a dia tão moderno e tecnológico.

Poster vintage

Casamento nos anos 20

Anúncio vintage

Divas vintage

Família vintage...foto mais que especial tirada nos anos 40: meus avós, meu pai e tia Leila

Pin up girl: moda retrô

Cozinha retrô

Rádios retrô

Coisinhas retrô

Elogio ou ofensa?

Hoje fui chamada de eufemista.  Já ouvi pessoas dizendo que sou apaziguadora, suave, low profile, doce, boazinha e até enroladora, mas eufemista nunca!  Não sei se devo considerar como um elogio ou uma ofensa, mas como veio de uma amiga querida, acredito que esteja mais para uma qualidade mesmo…um adjetivo esquisito e bem intelectual, mas quer saber?  Cabe perfeitamente em mim.

Pensando bem, vivo tentando atenuar más notícias, suavizar broncas, disfarçar problemas.  Como dizem por aí, tapar o sol com a peneira ou colocar panos quentes em vez de dizer na lata, sem anestesia e com o pé no peito.

Não tenho o costume de exercitar os exemplos clássicos do Eufemismo, como trocar “morrer” por “passar desta pra melhor” ou dizer que alguém “faltou com a verdade” ao invés de “mentiu”.  Mas realmente costumo fazer umas firulas e dar algumas voltas no assunto na tentativa de evitar mensagens e conversas rudes, grosseiras ou desagradáveis.  Pode ser uma forma de defesa, de auto-proteção, uma tentativa de reduzir conflitos, mas sei que por trás desta prática há uma boa intenção.  Esta é a minha forma de lidar com situações difíceis e de me poupar (e também poupar outras pessoas) de embates e constrangimentos.

A partir deste episódio comecei a me lembrar de outras figuras de linguagem e a analisar se corro o risco de ser chamada algum dia de metafórica, onomatopéica ou quem sabe pleonástica (isso não por favor, pleonasmo é muito feio!).  E então me lembrei de uma das características mais evidentes da minha linguagem: o uso de Hipérboles –  estou sempre morrendo de sono ou com uma fome insuportável.  Sou louca pelos meus filhos e posso morrer de saudades a qualquer momento.  Já falei mil vezes a mesma coisa e estou há séculos esperando uma resposta! 

Assim como em determinadas situações sinto necessidade de minimizar o peso de uma informação, em outras – e com mais frequência – uso o exagero para dar ainda mais ênfase a sentimentos e ideias. 

Descobri que sou essencialmente eufemista e hiperbólica.  Opa, mas isso não é um Paradoxo?  😉

Salve Ruth Rocha

Ruth Rocha é o máximo!  Amo seus livros, suas histórias, suas palavras e sua trajetória de vida.  Lembro dela quase todas as noites quando tento inventar alguma história para os meus filhos.  Já consegui emplacar algumas, que viraram hits e estão entre as preferidas dos meninos (num outro dia conto uma aqui), mas só eu sei como quebrei a cabeça para estruturar alguma coisa que fizesse sentido.  Sim, porque a história tem que ter começo, meio e fim.  Tem que ter um personagem legal e carismático e outro malvado para dar caldo.  Tem que ter alguma graça, alguma piadinha no meio – pelo menos as minhas têm que ter!  E como é uma história para crianças, é obrigatório ter uma liçãozinha de moral básica no final.  Nada fácil. 

E aí, eu pego os livros da Ruth Rocha – que enriqueceram a minha infância e agora divertem meus filhos – e fico imaginando com que facilidade ela consegue fazer isso.  Há tantos anos e tão bem.

O que dizer de “Marcelo, Marmelo, Martelo”, seu livro mais famoso, que já vendeu mais de 1 milhão de cópias?  Com certeza ele foi um dos responsáveis pela minha paixão pela leitura.  Não dá para esquecer as histórias do Dono da Bola,  da Teresinha e Gabriela e é claro, do Marcelo e seus porquês.  Um clássico obrigatório para todas as gerações.  Dentre os mais de 130 títulos já publicados por Ruth Rocha, recomendo todos os que já li: “O Reizinho Mandão”, “Um Cantinho só pra mim”, “Palavras, muitas palavras”, “Quem tem medo de quê?”, “Romeu e Julieta”, “Bom dia todas as Cores” e “O Barba Azul”.  Mas ainda quero ler todos os outros.  Os títulos estão relacionados aqui, no site da Ruth Rocha, onde dá também para se divertir com as crianças em brincadeiras de palavras, como Cruzadinhas e O que é, o que é?.  Lá também tem a história de vida da Ruth, que começou a carreira como jornalista e só depois se enveredou para a literatura infantil. 

Mas o que me inspirou mesmo para escrever este post sobre a Ruth Rocha, foi uma matéria publicada na Revista Mais – do Programa de Relacionamento do Pão de Açúcar, por acaso meu cliente – em que ela fala sobre o AMOR.  Vale a pena conferir a entrevista completa no site do Mais.  O texto já começa dizendo que “Ruth Rocha é fácil de amar” e conta a trajetória dos seus quase 80 anos, sob a perspectiva do amor.  Amor aos pais, ao marido – com quem está casada há 54 anos – à única filha, aos netos e a todas as crianças, que aprendem através de suas histórias, valores como justiça, sinceridade e igualdade de direitos.  Para ilustrar este dom de transformar histórias em mensagens, um trecho da entrevista em que ela conta um episódio que viveu com a filha:

“Não é à toa que começou a escrever histórias para crianças quando sua filha única, Mariana, lhe pedia para inventar causos, e um dia, como todas as crianças, veio com pergunta desconcertante. “Todo preto é pobre?” Ruth sapecou na hora um conto sobre o amor de duas borboletas que não podiam ficar juntas porque uma era azul, a outra, amarela. “Elas se casavam no final e tinham como filho uma borboleta verde. Aí fui falando mais sobre racismo, sobre temas assim”, diz Ruth, que para explicar a pobreza precisou esperar a menina crescer um pouquinho e lhe contar os fatos na real.”

É, Ruth Rocha é bem fácil de amar!  Salve Ruth!

Ruth Rocha

Palavras de Chico

Uma Palavra (Chico Buarque)

Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra

Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz
Muda
Feita de luz mais que de vento, palavra

Palavra dócil
Palavra d’agua pra qualquer moldura
Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra

Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra

Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra

Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra

 

Sou apaixonada pela nossa Língua Portuguesa.  Chego a ter amor por algumas palavras.  Outras gosto por gostar, simpatizo, gosto de graça. 🙂

E quando duas ou mais palavras são combinadas perfeitamente?  A magia acontece.  Assim como“cheiro de flor”, “sopro de vida”, “amor de mãe”, “papel de carta”, “noite enluarada”, “alívio imediato”, “amor eterno”, que quando juntas, parecem ter nascido uma para a outra.  Fico até emocionada quando alguma frase consegue fazer esta combinação perfeita e virar poesia.  Uma frase singela quando bem construída, vira uma obra de arte, como esta que li em “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, e que me lembro até hoje:  

“O menino mais velho esfregou as pálpebras, afastando pedaços de sonho.” 

Não é lindo demais?  Ele apenas queria dizer que o menino estava acordando.  Só isso.  Mas como ele é Graciliano Ramos, o fez da forma mais poética possível.

Chico Buarque para mim, é um gênio na arte de juntar palavras.  Adoro seus livros e principalmente as letras de suas músicas, que combinam palavras inusitadas com um resultado lindo:

“no tempo da delicadeza” / “se enluaravam de felicidade” / “e pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz” / “que a saudade dói latejada” / “se na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu” / “prá lá deste quintal, era uma noite que não tem mais fim” / “a gente se desvencilhar da gente” / “com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar”. 

Assim como Graciliano Ramos, Chico consegue transformar frases em poesia.

As palavras me encantam pela sua sonoridade, significado ou apenas pela sua forma.  LIBÉLULA.  Uma palavra cheia de “éles”, praticamente um exercício aeróbico para a língua.  Linda na grafia e na sonoridade, é uma das minhas favoritas.

Aconchego, cafuné, singelo, primavera, poema, pássaro, ternura, jardim, encanto, framboesa, varanda, afago, doçura, alado, gaiola, estrela, poente, eterno, amora, emblemático, firmamento, pérola, bailarina, sagrado…adoro todas elas (e muitas outras que não me lembro agora!)

Gosto também de algumas palavras que não são muito usadas – usá-las pode parecer bem esnobe – mas são muito interessantes.  Palavras poderosas, que impõem respeito e que carregam um significado complexo e profundo. 

Resiliência: capacidade humana de sobreviver às grandes tragédias, se adaptar às situações adversas e resistir às pressões sem sucumbir.

Redenção: se redimir pelo sofrimento, se livrar de um mal mediante um sacrifício, libertação, salvação.

Subserviência: se submeter às vontades de outra pessoa, servir, ser condescendente, ter compulsão por obedecer e reprimir suas próprias vontades.

Resignação: aceitação passiva das contrariedades da vida, espera paciente de um resultado, conformidade diante dos acontecimentos.

Intermitente: o que não é permanente, o que é interrompido por períodos, intercalado.

Tá bom, tenho que admitir que a nossa língua também tem palavras bem feias e esquisitas…

Elixir, unguento, girino, coifa, quelóide, esôfago, sobrancelha, fronha, óbvio, equívoco, constirpação, trâmite, intrínsico, uivo, dorso, cérebro, frustração, bugalho, furdúncio, pungente…fora nomes de doenças e palavrões que não fica bem citar aqui.

Para finalizar, 3 videos com as minhas músicas preferidas do Chico – e ainda com alguns depoimentos dele de lambuja (nossa, essa palavra vai entrar também na lista das feias!) – e de onde tirei alguns dos fragmentos de poesia que citei no texto.

Sobre Nietzsche e Drummond

Tenho que confessar que adoro ler citações, máximas e frases famosas de autores e escritores que admiro.  Sempre fico impressionada com a capacidade que alguns deles tem de falar tanta coisa em tão poucas palavras.  São palavras certas encaixadas perfeitamente, que formam uma frase genial capaz de resumir uma ideia ou pensamento que normalmente precisaria de um livro inteiro para ser explicado.

Estava lendo a VEJA há uns meses atrás, e me deparei com uma matéria que falava sobre AFORISMO.  Apesar de ter sido uma aluna dedicada e apaixonada por português e literatura, definitivamente não me lembrava desta palavra e muito menos do seu significado.  Para minha surpresa, esta incrível arte de expressar um monte de coisas em poucas palavras tem um nome: Aforismo.  Adorei aprender esta palavra.  Antes dela, eu apenas gostava de citações inteligentes, agora posso dizer que sou uma admiradora de aforismos. Me sinto muito intelectual! 😉

O filósofo alemão Friedrich von Schlegel, definiu o aforismo como “a maior quantidade de pensamento no menor espaço”.  Mark Twain chegou a algo parecido: “Um mínimo de som para um máximo de sentido”.  Na verdade, eles escreveram aforismos para definir o aforismo, certo?

A matéria da Veja classifica o aforismo como “pensamentos colecionáveis” ou “filosofia de bolso”, mas nem por isso menos profundo que textos extensos e complexos.  Também relaciona 5 características de um bom aforismo: deve ser breve, definitivo, pessoal, filosófico, e ter uma surpresa conceitual (uma inversão de sentidos para deixar a frase mais incisiva).  Aforismos tem conotação filosófica.  Devem ser evidentes e conclusivos por si mesmos.  E o mais importante: devem ser sentidos muito mais que entendidos.

Um pouquinho de história: a tradição do aforismo é antiga.  Hipócrates foi o primeiro escritor de aforismos, já por volta de 400 a.C.  O procedimento aforístico também marcou a obra de Heráclito, a especulação moral de Sêneca, a observação histórica de Plutarco, as cartas de Marco Aurélio, a ética de Confúcio e as sentenças de Salomão.  Mais tarde, o aforismo foi adotado por La Rochefoucauld, Oscar Wilde, Nietzsche, Schopenhauer, Karl Kraus, Bernard Shaw, entre outros.

Alguns dos meus autores favoritos no mundo do aforismo:

“Não há fatos, só interpretações.” (F. Nietzsche)

“A mulher aprende a odiar na medida em que desaprende a enfeitiçar”. (F. Nietzsche)

“A juventude é uma coisa maravilhosa. Que pena desperdiçá-la em jovens.” (George Bernard Shaw)

“Experiência é o nome que nós damos aos nossos próprios erros.” (Oscar Wilde)

“Viver é a coisa mais rara do mundo.  A maioria das pessoas apenas existe.” (Oscar Wilde)

“As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções.” (Oscar Wilde)

“O egoísmo não consiste em vivermos conforme os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da forma que nós gostaríamos.  O altruísmo consiste em deixarmos todo o mundo viver do jeito que bem quiser.” (Oscar Wilde)

“Governar um reino grande é como cozinhar um peixe: quanto menos mexer, melhor.” (Lao Tsé)

“Quem conhece os homens é inteligente, quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os homens tem força, quem vence a si mesmo é poderoso’.” (Lao Tsé)

“O inferno são os outros” (Jean- Paul Sartre)

“A vida me deu tudo que pedi, mas se o que eu pedi foi muito pouco, aí é problema meu.” (Jean-Paul Sartre)

“O amor nasce de quase nada e morre de quase tudo.” (Júlio Dantas)

“Filosofia é a lucidez do intelectual chegando à loucura.” (Fernando Pessoa)

“É bom ler e é ótimo ter lido”  (Carlos Drummond de Andrade)

“O sonho é o pensamento em férias” (Carlos Drummond de Andrade)

“A tradição é cultuada pelos que não sabem renová-la.” (Carlos Drummond de Andrade)

“A vida é breve, a velhice é longa.”  (Carlos Drummond de Andrade)

Friedrich Nietzsche

Carlos Drummond de Andrade

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