Livros que estou lendo

Para quem ama livros e não resiste a uma livraria, esta é uma leitura deliciosa.  Conta o dia a dia de um jornalista policial canadense que morou durante 4 meses na famosa e fascinante livraria Shakespeare and Company, à beira do Sena.  Jeremy Mercer estava passando um tempo – meio que refugiado – em Paris, quando entrou na Shakespeare and Company para escapar da chuva.  Acabou sendo convidado a subir para o segundo andar da tradicional livraria para tomar um chá e ali descobriu um mundo novo.  George Whitman, dono do estabelecimento, tinha como tradição convidar jovens escritores para passar uma temporada na livraria, mas como condição, seus hóspedes tinham que ler pelo menos um livro por dia.  O autor conta com detalhes cada experiência que viveu por lá, sua relação com os outros moradores e com os livros, além de dar um panorama da vida cultural e boêmia de Paris.  Um livro para ser degustado aos poucos ou devorado, como faziam os aspirantes a escritores hospedados na Shakespeare and Company.

Às vezes me rendo à best sellers como este.  Passando os olhos pela resenha, fiquei curiosa em conhecer este livro de  Carlos Ruiz Zafón, um autor espanhol do qual já tinha ouvido falar muito bem – ele escreveu o famoso “A Sombra do Vento” – mas nunca tinha lido.  Caí numa armadilha sórdida que me fez devorar o livro em 2 madrugadas seguidas, e passar o dia inteiro entre elas – que não deu tempo de pegar no livro – na expectativa louca de saber como a trama terminaria.  Sabia que era um romance de mistério, mas me deparei com um thriller cheio de ficção científica, terror e eventos sobrenaturais.  Existe sim uma história de amor entre os personagens principais ambientada em Barcelona nos anos 80, mas o que nos faz não querer mais largar o livro é a aventura macabra cheia de mistérios em que os dois acabam mergulhando após flagarem num cemitério, uma mulher coberta por um manto negro visitando uma sepultura sem nome.  Envolvente e arrepiante, passei estas duas noites sem conseguir levantar para fazer xixi, com medo do escuro…

Acabei de acabar…já tinha lido há uns 20 anos atrás, já não lembrava mais da história, apenas de que tinha gostado muito.  Rachel de Queiroz, sempre Rachel de Queiroz!  Estou na dúvida se já emendo a leitura com “Memorial de Maria Moura” – que também já li há muitos anos atrás, mas me lembro bem da história, na minha opinião, o melhor livro da Rachel de Queiroz – ou se pego um novo que está na fila dos muitos que quero ler ainda este ano.

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